Testemunho 
Margareth Berlim  - 1970
Dr. Paulo Niemeiyer
Casa de Saúde Dr. Eiras Botafogo - RJ
NOSSA SENHORA DO CARMO
ESCAPULÁRIO de NOSSA SENHORA DO CARMO
© HG
“CRISTO MORREU COM OS BRAÇOS ABERTOS PARA QUE, NÓS NÃO PERMANECÊSSEMOS COM OS NOSSOS CRUZADOS.” Margareth Berlim Cintra
Obs.: Por não ser possível citar todas as pessoas aqui, agradeço também a todos parentes, amigos, conhecidos ou não conhecidos que rezaram e compartilharam deste momento e não foram citados. Agradeço pelo carinho, todos estarão eternamente em meu coração.
  1970.   Fui   para   Petrópolis   ficar   com   minha   irmã   "Audalía"   Lia   ou   Lília   para   nós   da família    e    amigos,    com    a    finalidade    de    ficar    aquele    ano    e    recuperar    o    ano    escolar.      Frequentaria   o   antigo   "Curso   Artigo   99".   Assim   faria   em   um   ano   os   quatro   do   antigo ginásio.   Minha   irmã,   meu   cunhado   e   tia   Filinha   concordaram   e   estavam   prontos   a   ajudar. Porém,   pensei   também   em   trabalhar   porque   não   achava   justo   aumentar   o   orçamento   da família,   uma   vez   que   tinham   três   filhos   e   todos   em   idade   escolar.      Seria   uma   despesa   a mais.   Respeitaram   minha   decisão   e   me   apoiaram.   Consegui   com   ajuda   da   minha   irmã Lia,    um    emprego    como    recepcionista    na    Clinica    do    Dr.    Salvador    Luiz    Fernandes (cardiologista).    Trabalhava   no   ambulatório   do   Hospital   Santa   Tereza,   e   em   sua   Clínica   particular em   dias   alternados.   Serviço   leve,   contato   com   o   público   e   a   noite   ia   para   o   curso.   Com   o passar   do   tempo,   comecei   a   sentir   fortes   dores   de   cabeça   que   ia   aumentando.   Não   falei nada    em    casa.    Resolvi    então    pedir    demissão    argumentando    não    estar    apta    para    o serviço...    Dr.    Salvador    chamou    minha    irmã    e    a    colocou    a    par    de    toda    a    situação. Imaginou   que   eu   estivesse   insegura   com   o   trabalho   e   queria   sair,   alegando   a   dor   de cabeça.      Mas   que   ela   não   se   preocupasse   que   poderia   ser   de   fundo   psicológico   e   que   havia   me   medicado   e   durante   alguns   dias   ia   observar.   Logo   eu   estaria   bem.   Estava disposto   há   dar   um   tempo   maior   para   que   eu   me   adaptasse   ao   serviço.   Exatamente   aí, começava a "Ação de Deus". Lia,    apesar    da    tranquilidade    aparente,    continuou    preocupada,    pois    começou    a observar   em   casa   e   as   coisas   pioravam.      Certo   dia   acordo   com   muita   dor...   Não   falei nada.   Sai   para   o   trabalho.   Chegando   ao   hospital   ao   invés   de   ir   para   o   ambulatório,   fui para   a   sala   de   reuniões.   Sabia   que   ali   seria   encontrada   pelo   Dr.   Salvador   antes   que   ele fosse   ao   ambulatório.   E   exatamente   assim   aconteceu.   Ao   me   encontrar,   chamou   minha irmã   e   meu   cunhado   e   me   internou   de   imediato   no   setor   de   cardiologia   para   que   ficasse sob   seus   cuidados.   Comecei   a   fazer   os   primeiros   exames   neurológicos.      Arteriografia, punção lombar...  Deus continuava agindo... Orientada    pelo    Dr.    Salvador,    cheguei    ao    Dr.    Paulo    Niemeyer    Soares.   Após    a conversa   que   minha   irmã   e   seu   esposo   tiveram   com   Dr.   Paulo,   fui   chamada   a   adentrar no   consultório...   Com   calma,   psicologia,   profissionalismo   e   amor   acima   de   tudo,   Dr. Paulo    explicou    o    que    estava    acontecendo...    Mostrou-me    uma    das    radiografias...    E explicou   que   seria   submetida   a   outros   exames   mais   específicos   para   chegar   a   uma conclusão.   Podia   estar   com   um   coágulo,   um   hematoma,   um   tumor   no   cérebro...   Podia ser   benigno   ou   maligno...   Falou   dos   riscos   que   eu   corria...      De   uma   possível   cirurgia... Também   havia   o   risco   de   sequelas   tipo:   Comprometimento   da   visão,   audição,   parte motora   e   até   mesmo   ficar   em   uma   cadeira   de   rodas.   Ou   podia   nada   disso   acontecer... Naquele    momento    era    tudo    uma    incógnita...    Mesmo    assim    era    importante    que    eu estivesse   a   par   da   situação   para   poder   lutar.   Claro,   que   tudo   isso   foi   colocado   com   muita sutileza   no   falar.   Eu   precisava   colaborar.   "Acrescentou   ainda:   -"   Você   acaba   de   completar 17   anos,   está   começando   a   viver.   Portanto,   tem   garra,   força,   coragem,   fé   e   vontade   de viver.     "Juntos     enfrentaremos     esta     batalha".     Deus     será     nosso     maior     aliado,     e "venceremos."   Depois   fez   a   pergunta:   -Você   topa   enfrentar   esta   parada?   Da   maneira   que tudo   foi   colocado   só   podia   responder;   sim!   Naquele   mesmo   dia   começaram   os   primeiros exames.    E    fiquei    internada    na    Casa    De    Saúde    Dr.    Eiras,    Botafogo,    RJ.    Um    mês internada. Dr.   Paulo   ia   à   Brasília   presidir   um   congresso   de   Neurocirurgia.      Dr.   Paulo      deixou que   fosse   para   casa   durante   aqueles   dias   de   sua   ausência,   pois,   não   houve   alterações durante   minha   permanência   na   clínica.   Em   casa,   estaria   no   seio   da   família   e   junto   dos amigos...   Uma   semana   depois   retornaria   para   continuar   os   exames.      Assim,   voltei   à Teresópolis...   No   entanto,   dois   dias   após   minha   chegada   voltam   às   dores   de   cabeça alucinante.   Era   um   sábado...   Fui   levada   ao   Hospital   local   lá   permaneci   até      segunda feira. Quando Tia Filhinha (tia e mãe de criação) foi ter com Dr. Paulo e disse:       Dr.   Paulo,   a   menina   teve   uma   crise   de   dor   e   parou   de   andar,   a   visão   foi   afetada... Tivemos   que   leva-la   ao   hospital   e   ficou   internada   até   o   senhor   dizer   o   que   devemos fazer.   Imediatamente   ele   pede   a   sua   secretária   (Terezinha)   que   adie   o   compromisso. Justificando: Uma vida dependia dele. Minha   tia   retorna   à Teresópolis...      E   sou   levada   de   volta   à   Casa   de   Saúde   Dr.   Eiras em   Botafogo   -   RJ.   Cheguei   ao   entardecer,   e   lá   estava   Dr.   Paulo   a   minha   espera   a   porta do   Chalé   Olinda   onde   era   o   Centro   de   Neurocirurgia.   Foram   realizados   novos   exames   e a   preparação   para   eu   ser   submetida   à   intervenção.   Sábado   11   de   julho,   pela   manhã antes   de   ir   para   o   centro   cirúrgico,   pedi   a   presença   do   Capelão   do   Hospital   para   ministrar a   "UNÇÃO   DOS   ENFERMOS",   sacramento   instituído   por   "JESUS".   O   ÓLEO   DA   VIDA para   recuperação   da   saúde.   O   qual   deve   ser   ministrado   pelo   sacerdote   em   situações   que põe em risco a saúde e a vida. Eu tinha consciência disso. Sempre fui Católica! Após   a   intervenção,   que   levou   seis   horas,   à   noite   voltei   para   o   quarto.   Só   entrei   em coma    no    dia    seguinte...    Doze    dias    em    coma...    No    quarto    monitorado    por    alguns aparelhos,   na   época   não   existia   (UTI,   CTI   não   existia   a   tecnologia   de   hoje)   no   máximo, um   quarto   particular   para   um   atendimento   mais   aprimorado   isso   no   ano   de   1970.   Mas   a vigilância   constante   de   Dr.   Paulo   e   sua   Equipe   foram   imprescindíveis. A   competência   de Dr.   Paulo,   como   instrumento   de   Deus   de   sua   Equipe,   a   fé   e   o   amor   da   minha   família   e amigos, foram fundamentais para que eu pudesse superar. Depois   destes   fatídicos   doze   dias,   muito   empenho   dos   médicos,   enfermeiros,   e orações...      Recebo   a   visita   de   uma   funcionária   chamada   Helena,   que   foi   visitar-me   na hora    do    seu    intervalo    de    almoço,    trabalhava    a    secretaria    do    "Chalé".    Quem    estava presente    na    hora    contou-me    que    ela    abriu    minha    mão    (pois    estava    com    os    dedos fechados)   e   colocou   um   ESCAPULÁRIO   de   NOSSA   SENHORA   DO   CARMO.      Nesse momento   abri   os   olhos,   e   saí   do   coma...   Embora   não   pudesse   ver,   ouvir   ou   falar...     Comecei   daí   por   diante   a   responder   aos   estímulos   aplicados   pelos   médicos.   Enfim,   19 dias   depois   de   sair   do   coma   voltei   a   ver   imagens   turvas   que   foram   melhorando.   E   depois a falar embora com dificuldade. Tive     que     reaprender     tudo     como     uma     criança.     Na     época     não     existia "Fonoaudiologia"   a   ciência   que   se   ocupa   da   habilitação   e   reabilitação   da   voz,   da   audição, da   motricidade   oral...      O   andar   ficou   a   encargo   da   fisioterapeuta   Dolores   (Dona   Lolita), primeira   fisioterapeuta   em   nossa   cidade...   Com   curso   superior   formada   na   Espanha   seu país   Natal.   No   Brasil   ainda   não   existia   curso   superior   de   fisioterapia.   Portanto,   em   uma cidade   pequena   os   recursos   eram   bem   antigos.      Infravermelho   o   chamado   (banho   de luz),   bicicleta   ergométrica...   (bicicleta   modelo   antigo,   com   uma   trava   nas   rodas   onde   funcionava   o   pedal   e   poder   girar.),   e   o   forno   de   "PÍER".      Contudo,   graças   a   Deus   e   a dedicação   e   perseverança   de   dona   Lolita   e   as   constantes   orações   da   família,   amigos, pessoas   desconhecidas,   formavam   uma   grande   corrente   de   oração   pedindo   a   interseção de   Nossa   senhora   e   a   Deus   pala   minha   recuperação.      Seis   meses   depois   voltava   mesmo com dificuldades voltava a andar.   Crer   no   amor   de   Deus   por   nós   é   fundamental   para   a   vida.      Ele   dá   inteligência   ao homem   para   que   possa   deixar   rastros   de   amor.   Deus   conta   com   o   homem   solidário   para deixar   marcas   ao   longo   de   nossa   passagem   pela   vida.   Confiar   no   médico   que   cuida   de nossa   saúde   já   são   40%   de   Cura.   Para   cada   ser   humano   Deus   tem   um   plano   de   vida. DEUS   tudo   pode,   mas,   prefere   contar   com   o   homem.   Com   a   capacidade   a   ele   delegada.     Até   mesmo   para   que   peçamos   a   intercessão   de   Sua   Mãe   Maria,   dos   Santos   e   anjos.     Creio   na   Intercessão   de   Nossa   Senhora   das   Graças,   Nossa   Senhora   da   Cabeça,   Nossa Senhora   do   Carmo   enfim,   todas   são   uma   só!   A   Virgem   Maria,   escolhida   por   Deus   para ser   a   mãe   de   Jesus   Cristo   nosso   Salvador.   Não   importa   os   inúmeros   nomes   que   recebe. Ela   sempre   foi   e   será   a   Mãe   de   Nosso   Senhor   Jesus   Cristo!   Mãe   da   Igreja,   nossa   Mãe! Isso é fundamental em minha vida!